Antes de falar dos táxis elétricos que circulam hoje em cidades como Nova York e Londres, vale lembrar que a relação entre carros elétricos e transporte urbano é muito mais antiga do que parece.
No final do século XIX, quando o automóvel ainda era uma tecnologia em formação, os veículos elétricos já eram considerados uma solução prática para deslocamentos nas cidades. Eles eram silenciosos, não produziam fumaça e eram mais simples de operar do que os carros a gasolina, que exigiam manivela para dar partida e tinham funcionamento irregular. Por isso, os primeiros serviços de táxi motorizados em grandes cidades foram elétricos.
Em 1897, Londres colocou nas ruas uma frota de táxis elétricos projetados por Walter Bersey, que ficaram conhecidos como “hummingbirds” por causa do zumbido característico do motor elétrico. No mesmo período, Nova York também operava carruagens elétricas de aluguel, iniciando com 12 veículos e chegando a dezenas em circulação poucos anos depois.
No começo do século XX, a cidade de Nova York chegou a ter centenas de táxis elétricos em operação, em uma época em que a disputa entre tecnologias – vapor, gasolina e eletricidade – ainda estava aberta. A eletrificação acabou perdendo espaço principalmente por limitações das baterias e pelo rápido avanço do motor a combustão, mas a ideia nunca desapareceu completamente.
Mais de um século depois, o cenário urbano mudou e a tecnologia também. Baterias de íons de lítio, carregadores rápidos e sistemas de gestão de energia tornaram novamente viável aquilo que já parecia promissor no início da história do automóvel. Hoje, cidades como Nova York testam e incorporam modelos elétricos em suas frotas de táxi, enquanto Londres introduziu novos táxis com capacidade de operação elétrica para reduzir emissões no centro urbano.
A história dos táxis elétricos de Nova York e Londres mostra que a eletromobilidade não é exatamente uma novidade. Em muitos aspectos, ela representa um retorno a uma solução que já havia sido pensada para as cidades há mais de cem anos, agora apoiada por tecnologias que finalmente tornaram essa ideia economicamente e tecnicamente viável.
