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  • Como usar o carregador portátil do carro elétrico com segurança (sem colocar sua casa — ou seu carro — em risco)

    Como usar o carregador portátil do carro elétrico com segurança (sem colocar sua casa — ou seu carro — em risco)

    Carregador portátil de carro elétrico: guia de segurança
    Guia de segurança · Recarga

    Como usar o carregador portátil do carro elétrico com segurança

    Sem colocar sua casa — ou seu carro — em risco. O EVSE traz liberdade, mas carregar sem critério pode sobreaquecer a fiação e causar danos sérios.

    Carregador portátil de carro elétrico (EVSE) conectado com segurança
    6–16AFaixa de amperagem
    2,5 mm²Bitola mínima extensão
    6Cuidados essenciais

    O carregador portátil (EVSE) é um dos maiores aliados de quem tem carro elétrico. Ele traz liberdade — você pode carregar praticamente em qualquer tomada. Mas aqui vai a verdade que pouca gente fala: carregar sem critério pode sobreaquecer a fiação e causar danos sérios. Se você quer usar com segurança, este guia é essencial.

    01Prefira carregadores com regulagem de amperagem

    Nem toda tomada foi feita para carregar um carro elétrico por horas. Por isso, o ideal é usar um carregador portátil que permita ajustar a corrente (amperagem).

    Por que isso é importante?

    Porque você poderá adaptar o carregamento à realidade da instalação:

    • 110V (127V): use correntes mais baixas (ex: 6A–10A)
    • 220V: pode usar correntes maiores (ex: 10A–16A), se a instalação suportar
    Regra prática

    Comece sempre com a menor amperagem e aumente gradualmente.

    02O maior risco: superaquecimento da fiação

    Tomadas residenciais comuns não foram projetadas para uso contínuo em alta carga.

    Sinais de alerta

    • Tomada quente ao toque
    • Cheiro de plástico queimando
    • Disjuntor desarmando
    • Cabo aquecendo excessivamente
    Se qualquer sinal aparecer

    Interrompa imediatamente o carregamento.

    03Dicas práticas para evitar problemas

    Use tomadas dedicadas

    Evite compartilhar com:

    • Geladeira
    • Micro-ondas
    • Ar-condicionado
    Prefira tomadas de qualidade
    • Padrão novo (NBR 14136)
    • Bem fixadas na parede
    • Sem folgas
    Evite extensões

    Extensões aumentam resistência elétrica e aquecimento. Se for inevitável:

    • Use cabos grossos (mínimo 2,5 mm²)
    • Totalmente desenrolados
    Monitore nas primeiras cargas

    Nos primeiros usos:

    • Verifique temperatura a cada 15–30 minutos
    • Ajuste a amperagem conforme necessário

    04Nunca deixe o carregador dentro do carro

    Pode parecer óbvio, mas acontece — e já causou problemas reais. Houve casos de pessoas que deixaram o carregador portátil energizado dentro do carro durante o uso, o que levou a superaquecimento e até incêndio.

    O carregador deve sempre ficar fora do veículo, em local ventilado.

    05A importância do aterramento

    Um dos pontos mais ignorados — e mais críticos.

    Por que o aterramento é essencial?

    • Protege contra choques elétricos
    • Evita falhas no carregamento
    • Reduz riscos de danos ao veículo
    Sem aterramento adequado

    O carregador pode nem funcionar corretamente. Ou pior: operar de forma insegura.

    06Use o bom senso

    Mais importante que qualquer tecnologia: o carregador portátil não “adivinha” a qualidade da instalação elétrica.

    Quem garante a segurança é você — ajustando o uso à realidade do local.

    Conclusão

    O carregador portátil é uma solução extremamente útil — desde que usado com responsabilidade.

    Para lembrar

    Carregar devagar e com segurança é melhor do que carregar rápido e correr riscos.

    Não. O carregador deve sempre ficar fora do veículo, em local ventilado. Já houve casos de superaquecimento e incêndio com carregadores deixados energizados dentro do carro.
    Em tomadas de 110V (127V), prefira correntes mais baixas, na faixa de 6A a 10A. Comece sempre pela menor amperagem e aumente gradualmente conforme a instalação responder bem.
    Evite extensões sempre que possível, pois aumentam a resistência elétrica e o aquecimento. Se for inevitável, use cabos grossos, de no mínimo 2,5 mm², totalmente desenrolados.

    Quer entender mais sobre a instalação elétrica da sua casa?

    Leia também nosso guia sobre cuidados com a instalação elétrica residencial para recarga de carro elétrico.

    Publicado em 25 de março de 2026 · Atualizado em 30 de março de 2026 · RotaEV

  • Como encontrar carregadores públicos e planejar sua viagem de carro elétrico (sem dor de cabeça)

    Como encontrar carregadores públicos e planejar sua viagem de carro elétrico (sem dor de cabeça)

    Recarga & viagens

    Como encontrar carregadores públicos e planejar sua viagem de carro elétrico

    O jeito mais seguro de pegar estrada com um elétrico não é decorar todos os pontos de recarga. É aprender a validar a rota, trabalhar com margem e sempre ter um plano B.

    21 milpontos no BR
    31%recarga DC
    2 appspara validar
    10–20%margem mínima

    Viajar de carro elétrico no Brasil deixou de ser aventura para virar planejamento. A rede cresceu, os aplicativos melhoraram e já existem corredores viáveis entre muitas cidades. Mesmo assim, estrada não perdoa improviso: carregador ocupado, estação fora do ar ou rota mal calculada ainda podem transformar uma parada simples em dor de cabeça.

    Ilustração de viagem de carro elétrico com carregador público, aplicativo de localização e planejamento de rota
    Planejamento de rota elétrica combina localização de carregadores, validação por comentários e alternativas próximas.

    Segundo a ABVE, o Brasil chegou a 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga até fevereiro de 2026. A recarga rápida em corrente contínua cresceu forte e já representava 31% da rede. É um avanço importante, mas ainda não significa que qualquer rota possa ser feita “no automático”. A distribuição continua desigual, e a experiência muda muito entre capitais, rodovias, interior e regiões turísticas.

    Contexto real

    O carregador existir no mapa é só o primeiro filtro. Antes de colocar uma estação no seu roteiro, verifique tipo de conector, potência, comentários recentes, forma de pagamento, horário de funcionamento e existência de um ponto alternativo por perto.

    Use aplicativos com funções diferentes

    Um erro comum é procurar carregador em um único aplicativo e tratar o resultado como verdade absoluta. Na prática, eu gosto de separar as funções.

    PlugShare para validar

    É forte para conferir fotos, avaliações, tipo de plugue, velocidade e comentários de outros motoristas. Ajuda a saber se o ponto existe e se vem funcionando bem.

    ABRP para simular

    É melhor para montar a rota, estimar consumo, calcular paradas e ajustar chegada com porcentagem de bateria. O planejamento fica mais próximo do uso real.

    O ABRP considera variáveis que fazem diferença na estrada, como relevo, clima, velocidade e consumo estimado. O PlugShare complementa com o lado comunitário: avaliações, fotos e relatos recentes. Um mostra o plano. O outro ajuda a saber se o plano faz sentido no mundo real.

    Passo a passo para planejar sem ansiedade

    01
    Comece pela autonomia real

    Não use apenas o número de catálogo. Em estrada, velocidade, vento, chuva, ar-condicionado, peso e relevo mudam bastante o consumo. Uma referência conservadora é planejar com 70% a 80% da autonomia nominal.

    02
    Monte a rota no ABRP

    Informe o modelo do carro, nível de bateria na saída, destino e porcentagem desejada na chegada. Ajuste velocidade e consumo se você já tiver dados reais do seu veículo.

    03
    Valide cada parada no PlugShare

    Procure comentários recentes. Uma estação com avaliação antiga e sem check-ins recentes merece cautela, principalmente se estiver em trecho com poucas alternativas.

    04
    Confira o operador da estação

    Alguns carregadores exigem cadastro, aplicativo próprio, cartão, QR Code ou liberação remota. Instale e teste os apps antes da viagem, não no estacionamento.

    05
    Escolha pontos com estrutura

    Shopping, posto de estrada, mercado, hotel e restaurante reduzem a sensação de espera. Banheiro, iluminação e segurança importam tanto quanto a potência do carregador.

    Evite o ponto perfeito no mapa

    Carregador isolado, sem avaliações recentes, sem foto clara e sem alternativa próxima pode até funcionar. Mas ele não deve ser o único ponto de uma viagem. Quanto mais crítica for a parada, maior precisa ser a validação.

    Não chegue zerado: margem é parte da rota

    Planejar chegar com 0% pode parecer eficiente na simulação, mas é uma péssima ideia na estrada. Um desvio, vento contra, chuva forte, congestionamento, serra ou carregador ocupado já bastam para mudar o cenário.

    • Em rotas conhecidas e com muitos carregadores, trabalhe com chegada entre 10% e 20%.
    • Em trechos novos, longos ou com poucos pontos, aumente a margem.
    • Antes de cada parada crítica, saiba qual é o carregador alternativo mais próximo.
    • Não conte com uma estação sem validar comentários recentes e tipo de conector.
    • Salve a rota offline ou faça capturas de tela para áreas com sinal ruim.
    Planejar uma viagem elétrica não é procurar o carregador mais perto. É escolher o carregador certo, no ponto certo da rota, com margem para erro.

    Carregamento rápido: nem sempre 100% é melhor

    Em carregadores DC, normalmente faz mais sentido carregar o suficiente para chegar ao próximo ponto com segurança do que esperar a bateria ir até 100%. Perto do topo, muitos veículos reduzem bastante a potência para proteger a bateria. Por isso, em viagem, o intervalo até cerca de 80% costuma ser mais eficiente para ganhar tempo.

    Na prática

    Se o próximo carregador está relativamente perto, talvez seja melhor sair com 70% ou 80% e seguir viagem. Se o trecho seguinte é longo, isolado ou com serra, a decisão muda. O bom planejamento considera o trecho seguinte, não apenas a carga atual.

    Como escolher bons carregadores na estrada

    Potência alta ajuda, mas não é o único critério. Um carregador de 150 kW em local ruim, sem suporte e com histórico instável pode ser pior do que um carregador mais modesto, confiável e bem localizado.

    • Prefira carregadores com check-ins recentes e comentários positivos.
    • Verifique se o conector é compatível com o seu veículo, como CCS2 em muitos elétricos vendidos no Brasil.
    • Veja se há mais de uma vaga ou mais de um ponto de recarga no local.
    • Priorize locais com iluminação, banheiro, alimentação e segurança.
    • Confira se o carregador funciona 24 horas ou segue horário de loja, shopping ou estacionamento.
    • Veja se há cobrança por tempo parado depois da recarga.
    Imagem educativa sobre como achar carregadores e planejar paradas de recarga em viagem de carro elétrico
    Procure pontos de recarga, planeje as paradas e mantenha uma alternativa viável para cada trecho importante.

    O plano B precisa ser real, não decorativo

    Ter um plano B não é apenas saber que existe outro carregador na cidade. Ele precisa estar dentro da sua margem de bateria, ser compatível com o carro, ter acesso possível naquele horário e, de preferência, histórico recente de uso.

    Checklist de validação

    Antes de sair, abra cada parada no PlugShare, veja as fotos, leia os comentários mais recentes e confirme o operador. Depois, simule no ABRP a chegada ao ponto principal e ao ponto alternativo. Se a margem ficar apertada, antecipe uma parada.

    Dúvidas comuns antes da viagem

    Use pelo menos duas fontes. O PlugShare ajuda a validar estações com avaliações, fotos e filtros; o ABRP ajuda a montar a rota, estimar paradas e prever consumo.

    Na maioria das viagens, não. Em carregamento DC, costuma ser mais eficiente carregar até cerca de 80% e seguir viagem, porque a potência normalmente cai bastante perto do fim da bateria.

    Para uma viagem tranquila, planeje chegar com margem. Uma referência prática é trabalhar com 10% a 20%, aumentando a margem em trechos com poucos carregadores ou sem plano B próximo.

    Não é o ideal. O mapa do veículo pode ajudar, mas comentários recentes, fotos, tipo de conector e histórico de funcionamento costumam aparecer melhor em aplicativos especializados.


    Boa viagem elétrica é menos improviso e mais método

    Quando você cruza ABRP, PlugShare, margem de bateria e plano B, a ansiedade cai. A viagem deixa de ser uma aposta e passa a ser uma sequência de decisões simples.

    Leia também sobre RotaEV, PlugShare e ABRP

    Atualizado em julho de 2026. Dados de infraestrutura, preços, disponibilidade de estações e aplicativos podem mudar. Antes de publicar ou viajar, valide as informações diretamente nos apps e nos operadores das redes.

  • MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV: o que muda entre os tipos de carros eletrificados

    MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV: o que muda entre os tipos de carros eletrificados

    Começando com EVs · Guia rápido

    MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV: o que muda?

    As siglas parecem complicadas, mas elas contam uma história simples: quanto maior a eletrificação, mais o carro depende de bateria, recarga e motor elétrico.

    MHEVhíbrido leve
    HEVhíbrido
    PHEVplug-in
    BEV100% elétrico
    REEVextensor

    Quem começa a pesquisar sobre carros elétricos ou híbridos logo esbarra em várias siglas: MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV. O problema é que a sigla sozinha não explica o que muda na vida real.

    Na prática, essas categorias representam níveis diferentes de eletrificação. Algumas apenas ajudam o motor a combustão a gastar menos. Outras permitem rodar no modo elétrico por parte do trajeto. E o BEV elimina totalmente o motor a combustão.

    Diagrama comparando diferentes arquiteturas de carros eletrificados, de combustão a elétrico com bateria e extensor de autonomia
    Arquiteturas de eletrificação comparadas: da combustão com assistência elétrica ao veículo 100% elétrico.
    Resumo antes de começar

    Quanto mais o carro se aproxima de um BEV, maior tende a ser o papel da bateria e da recarga externa. Quanto mais próximo de um MHEV, mais ele continua sendo um carro a combustão com alguma ajuda elétrica.

    Entendendo cada sigla

    MHEV Híbrido leve

    O MHEV é a forma mais simples de eletrificação. Ele tem um pequeno sistema elétrico que ajuda o motor a combustão em momentos específicos, como arrancadas ou retomadas, mas normalmente não move o carro sozinho.

    • Não precisa carregar na tomada.
    • Continua sendo essencialmente um carro a combustão.
    • Pode melhorar um pouco o consumo e o conforto em uso urbano.

    É uma tecnologia de eficiência. Ela ajuda, mas não muda profundamente a experiência de dirigir.

    HEV Híbrido convencional

    O HEV combina motor a combustão com um motor elétrico capaz de movimentar o carro em algumas situações, especialmente no trânsito urbano e em baixa velocidade.

    • Não precisa de tomada.
    • A bateria é recarregada pelo motor e pela regeneração nas frenagens.
    • O carro alterna automaticamente entre motor elétrico e combustão.

    É uma solução prática para quem quer reduzir consumo sem mudar a rotina de abastecimento.

    PHEV Híbrido plug-in

    O PHEV dá um passo além. Ele também combina motor a combustão e elétrico, mas usa uma bateria maior, capaz de permitir dezenas de quilômetros no modo elétrico.

    • Deve ser carregado na tomada para fazer sentido.
    • Pode funcionar como elétrico no uso diário.
    • Mantém o motor a combustão para viagens longas ou falta de recarga.

    É um meio-termo interessante, mas só entrega o melhor resultado quando o dono realmente carrega o carro com frequência.

    BEV Elétrico puro

    O BEV é o carro 100% elétrico a bateria. Não há motor a combustão, tanque de combustível ou escapamento. Toda a tração vem do motor elétrico.

    • Depende de recarga externa.
    • Não usa gasolina, etanol ou diesel.
    • Entrega a experiência elétrica completa: silêncio, torque imediato e menor custo por quilômetro quando a energia é bem planejada.

    A autonomia real varia conforme modelo, bateria, velocidade, relevo, clima e estilo de condução.

    REEV Elétrico com extensor de autonomia

    O REEV funciona como um carro elétrico na maior parte do tempo. A diferença é que existe um motor a combustão usado como gerador para produzir energia quando a bateria está baixa.

    • A condução continua sendo elétrica.
    • O combustível funciona como backup energético.
    • O motor a combustão não é o principal responsável por tracionar as rodas.

    É uma solução pensada para reduzir a ansiedade de autonomia, mantendo parte da experiência elétrica.

    A pergunta principal não é “qual sigla é mais moderna?”, mas qual tecnologia combina melhor com sua rotina, sua garagem e suas viagens.

    Comparando rapidamente

    Tipo Precisa de tomada? Tem motor a combustão? Pode rodar só no elétrico?
    MHEV Não Sim Não, em geral
    HEV Não Sim Sim, em situações específicas
    PHEV Sim Sim Sim
    BEV Sim Não Sim, sempre
    REEV Sim Sim, como gerador Sim
    Representação visual dos tipos de carros eletrificados com motor, bateria, recarga e geração de energia
    O papel da bateria, do motor elétrico e do motor a combustão muda bastante entre cada arquitetura.

    Qual faz mais sentido?

    Não existe uma resposta única

    Mais simples para quem não quer tomada: HEV costuma ser o caminho mais prático.

    Melhor transição com recarga em casa: PHEV pode funcionar bem, desde que seja carregado com frequência.

    Experiência elétrica completa: BEV é o caminho natural para eliminar combustível.

    Viagens longas com flexibilidade: PHEV e REEV podem reduzir dependência imediata da infraestrutura.

    Mais importante do que escolher a tecnologia “mais moderna” é entender o perfil de uso. Quem roda pouco por dia e pode carregar em casa terá uma experiência diferente de quem faz viagens longas, mora em prédio sem infraestrutura ou depende de abastecimento rápido na estrada.

    Conclusão direta

    As siglas representam uma evolução gradual: do carro a combustão com ajuda elétrica até o carro totalmente elétrico. A melhor escolha é a que encaixa na rotina, no acesso à recarga e no tipo de viagem que você realmente faz.

    Dúvidas comuns sobre MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV

    O HEV não precisa de tomada e recarrega a bateria pelo motor e pela regeneração. O PHEV tem bateria maior, pode rodar mais no modo elétrico e deve ser recarregado externamente.

    Sim. BEV é o veículo 100% elétrico a bateria, sem motor a combustão e dependente de recarga externa.

    Não. O MHEV é um híbrido leve. O sistema elétrico auxilia o motor a combustão, mas normalmente não movimenta o carro sozinho.

    O REEV tem condução elétrica e usa um motor a combustão como gerador para ampliar a autonomia. O motor térmico não é o principal responsável pela tração.


    Antes de comprar, entenda seu uso real

    A tecnologia certa depende da sua rotina, da possibilidade de recarga, do tipo de trajeto e da frequência de viagens. Compare o uso antes de decidir pela sigla.

    Leia também sobre recarga portátil

    Conteúdo atualizado em julho de 2026. As características podem variar por modelo e fabricante; antes de comprar, consulte a ficha técnica oficial do veículo e avalie seu perfil de uso.

  • A tecnologia automotiva

    A tecnologia automotiva

    A tecnologia automotiva: de Bertha Benz ao carro elétrico
    História · Opinião

    A tecnologia automotiva: de Bertha Benz ao carro elétrico

    Em 1888, uma mulher sem autorização do marido provou ao mundo que o automóvel era viável. 115 anos depois, quem dirige um elétrico repete os mesmos dois passos dela.

    60 kmTrajeto de Bertha Benz
    115Anos até hoje
    <50%Eficiência do motor térmico

    Em 5 de agosto de 1888, Bertha Benz, esposa de Karl Benz, embarcou em uma jornada histórica que revolucionaria o mundo automotivo. Sem o conhecimento do marido, ela partiu de Mannheim com seus dois filhos, Eugen e Richard, a bordo de um Patent Motorwagen Modelo III, rumo à cidade de Pforzheim, a 60 km de distância.

    Mais do que um simples trajeto

    A viagem de Bertha Benz foi um ato de audácia e determinação. Ela enfrentou diversos desafios:

    • Infraestrutura precária: postos de gasolina ainda não existiam, então ela improvisou, reabastecendo o carro com ligroína em farmácias pelo caminho.
    • Problemas mecânicos: o carro era um protótipo e apresentou falhas durante o trajeto, que Bertha consertou com a ajuda dos filhos e das ferramentas que levava consigo.
    • Ceticismo do público: as pessoas nunca tinham visto um carro antes e muitas reagiram com curiosidade, ceticismo ou até hostilidade.

    Apesar dos obstáculos, Bertha Benz perseverou e chegou em Pforzheim no final do dia, completando com sucesso o primeiro trajeto de longa distância em um carro a combustão interna da história. Sua jornada não apenas demonstrou a viabilidade do automóvel inventado por Karl Benz, mas também inspirou futuras gerações de mulheres a desafiar limites e perseguir seus sonhos.

    Ilustração da viagem histórica de Bertha Benz em 1888

    O que levou Bertha Benz ao sucesso?

    Fator 1

    Motivação

    Ela acreditava no potencial do carro a combustão interna e queria provar sua viabilidade ao público.

    Fator 2

    Planejamento

    Ela planejou meticulosamente a rota, mapeando locais onde poderia encontrar ligroína e ferramentas para reparos.

    E quais foram as consequências desse grande passo?

    • Impacto: essa viagem gerou grande repercussão na mídia, impulsionando a popularização do automóvel e consolidando a reputação da empresa de Karl Benz.
    • Legado: Bertha Benz é considerada uma pioneira da indústria automotiva e um símbolo de inovação, determinação e espírito empreendedor.

    115 anos depois

    Evolução da tecnologia automotiva ao longo dos anos

    O modelo de automóvel baseado em motores térmicos evoluiu ao longo de 115 anos e segue evoluindo, mas até o presente momento encontra uma barreira de “eficiência”: abaixo de 50%, significando na prática que, de cada litro de combustível, uma parte vira energia e outra parte vira apenas calor perdido, sem gerar movimento.

    Na busca por motores mais eficientes, esbarramos em uma criação dos anos 1830, o motor elétrico, que ao longo de décadas encontrou barreiras tecnológicas na construção de baterias com vida útil e autonomia suficientes para viabilizar em larga escala o uso dessa modalidade de transporte.

    Onde a pesquisa está hoje

    Novos materiais têm permitido baterias cada vez melhores em vida útil e autonomia, mas ainda com custo ambiental elevado — daí a busca por alternativas mais limpas, como as promissoras baterias de íon de sódio, que começam a entrar em produção comercial.

    Ao longo desses 115 anos, surgiram e desapareceram diversas empresas ao redor do planeta, com promessas de construir um carro elétrico viável. Em 2003, a Tesla conseguiu gerar a disrupção no mercado, apresentando um modelo de automóvel que aliava baterias de longa duração e autonomia a uma tecnologia embarcada que vem evoluindo rumo à direção autônoma — assunto para um artigo futuro.

    A disrupção no mercado foi grande a ponto de fazer com que outras montadoras aderissem à estratégia de pesquisa e construção de seus próprios carros elétricos, mas enfrentando uma grande dificuldade. Essas empresas centenárias se desenvolveram construindo “hardware” — mesmo os mais refinados, com tecnologia embarcada — enquanto a Tesla se desenvolveu construindo o software aplicado sobre um hardware que ela também desenvolve. Essa diferença de foco é um fator importante.

    Os clientes, desde os primeiros, se veem repetindo os passos iniciais da Sra. Bertha Benz: motivação para dirigir e planejamento para chegar.

    Motivação e planejamento, outra vez

    Já os clientes, desde os primeiros, se veem repetindo os passos iniciais da Sra. Bertha Benz, dirigindo seus carros com motivação — que pode ser ambiental, política, de eficiência ou meramente inovação. Também necessitam de planejamento, pois a capilaridade que se conseguiu em 115 anos para a distribuição de postos de combustível é uma história que se repete agora com a distribuição de eletropostos e tecnologias de recarga cada vez mais potentes.

    Uma viagem precisa ser planejada: onde tem carregadores, qual a “velocidade” desses carregadores, qual a autonomia da bateria, qual a contingência para o caso de um carregador estar indisponível. São algumas das perguntas que se faz ao planejar uma viagem com o carro elétrico — preocupações que são minimizadas no carro a combustão pelo “senso comum” de que há um posto de combustível a cada 10 quarteirões.

    O legado que está sendo construído agora

    Igualmente, essas pessoas estão causando um impacto e criando um legado para futuras gerações. Cada vez mais são implantados eletropostos, leis são criadas — como uma recente em Portugal, que estabelece a necessidade de um eletroposto a cada 60 km —, a vasta rede de carregadores super-rápidos criada nos EUA pela Tesla, e até mesmo aqui no Brasil, com hubs sendo criados em locais estratégicos, empresas iniciando o uso de caminhões elétricos e muito mais que veremos nos próximos anos.

    1888

    Bertha Benz prova a viabilidade do automóvel a combustão numa viagem de 60 km.

    2003

    Tesla causa disrupção no mercado com baterias de longa duração e software embarcado.

    Hoje

    Eletropostos se espalham pelo mundo — Portugal já exige um a cada 60 km em autoestradas.


    Recursos adicionais

    Motivação e planejamento continuam sendo a base

    Leia também sobre como o carro elétrico é o passado que estamos redescobrindo e conta pra gente nos comentários: o que mais te motiva a considerar um elétrico hoje?

    Publicado em 10 de agosto de 2024 · Atualizado em 27 de julho de 2026 · Por Cesar Prado · RotaEV